Mostrar mensagens com a etiqueta Mosaico hidráulico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mosaico hidráulico. Mostrar todas as mensagens

O Porto não é só cinzento

31 outubro 2015

















Definitivamente desengane-se quem ainda afirma que o Porto é uma cidade cinzenta.
Há dias que o são e muito, há outros em que até se discutem cores.

Nunca se sabe

13 maio 2015























Pode ser que seja HOJE.

Prendas

28 dezembro 2014











A maior parte das "prendas", como se diz por cá, foram entregues em mão, mas algumas chegaram pela net, que por vezes tem o poder de aproximar os que nos são queridos e se encontram longe. 
Este comentário, "Melhor do que receber um presente é ter a sorte de ser este O presente! obrigada Alexandra, por nos permitires estas grandes alegrias!", recebido na página do Facebook, foi o agradecimento por uma manta da Mi Mitrika que adquiriram através da loja da Mariamélia. Foi uma das prendas mais bonitas que recebi este Natal e se fizeram questão de o partilhar publicamente (sabendo da importância que isso tem, para quem como eu trabalha e vende através da net) também eu faço questão de agradecer publicamente esta generosidade, pois é disso que se trata. 
Conheci esta família através do meu Blogue e por causa do que faço, encontramo-nos pessoalmente ainda eu tinha o Avesso (foram lá propositadamente para ver ao vivo umas peças da Mi Mitrika) e nunca hei-de esquecer aquele dia 25 de Abril em que dancei com o bebé deles, para que pudessem almoçar descansados, as músicas do Zeca Afonso.
Por isso mais uma vez obrigada por todo o carinho que sabem e gostam de transmitir.
...
Há projectos a nascer, um deles destinado aos mais pequenos, por isso desta vez o que ando a fazer não são mantas são mantinhas e é tudo a brincar.
...
Uma série de postais que nasce das reproduções de algumas das imagens que tenho recolhido ao longo dos anos. Vão estar em breve disponíveis na Mariamélia.

Continuação do Advento

20 dezembro 2014






























dia 19
Passar pelo Bolhão a caminho da estação de Metro. 
É Natal no mercado, como era na casa dos avós, encontrei-o na padaria e na florista.
A avó Ermelinda deixou-nos na memória dos cheiros, o aroma quente da cevada. Bebiamos pela malga com uma palhinha a sério, ensinou-nos a apanhar as espigas mais grossas, cortar as pontas e ter assim as palhas mais bonitas do mundo, dava-nos regueifa com manteiga como nunca mais provamos igual. A outra avó, a que tinha o jardim onde brincávamos, colhia os Agapanthus no verão e deixava-os a secar, virados ao contrário na despensa, para ter flores nas jarras de Inverno. 
É Natal no mercado e sinto-o nas pessoas que encontro em cascata pela rua. Começo finalmente a senti-lo em mim, na vontade que tenho de estar com quem gosto (a família) e são cada vez menos os de dentro, à medida que crescem os de fora. Este ano que passou foi um ano de amizades novas, afinal o Natal já cá está, esteve todo o ano e só agora pensei nisso.
...
dia 20
Estar sozinha, mas com a cabeça cheia de gente.

Dias honestos são os que enganam

16 novembro 2014



Gosto especialmente destes dias, assim tal e qual, dias que são o que são. 
Começam com sol, sem nuvens à vista, fazem-nos crer que vão continuar assim até à noite. De repente chove torrencialmente e o chuveiro dura apenas 10 minutos e a seguir está novamente sol e acreditamos outra vez que vai ser um dia bom para passear. 
Engano.
Vamos para a Biblioteca do Palácio de Cristal decididos a apanhar ar puro e trabalhar por umas horas. Chegamos lá e a Biblioteca está cheia, não há tomadas disponíveis para carregar o computador, o ar está demasiado saturado e faz-nos sono... trabalhamos menos do que queríamos e precisávamos.
Engano.
Mudamos de sítio, barulhento e desconfortável, mas o trabalho rende, faz-se mais e tomam-se ainda mais e boas decisões.
Engano.
Chega-se a casa debaixo de frio e chuva. Ficou, assim, intermitente até ao final do dia. Sente-se que foi um dia produtivo e que afinal estivemos sempre enganados e que ser enganado foi bom. 
Gosto destes dias que são assim, inesperadamente enganadores de tão honestos que são. 

"De Pequenino Se Torce O Destino"

23 outubro 2014





À primeira vista parece que foi um dia cinzento, comum a tantos dos que se vivem por aqui. Começam radiosos, céu claro que vai passando de azul a cinza, até desabar numa cor que não é nenhuma, transparente como a chuva. 

À primeira vista pode parecer que foi um dia assim, mas não, foi daqueles que começam ao sol numa esplanada na Ribeira, o único da semana sem pressa de cumprir as horas marcadas pelos outros (no caso dele). Lê-se o jornal enquanto se come uma torrada, tiram-se fotografias durante um café, fala-se da vida, a que temos. 

Um dia destinado a atravessar pontes e se atravessam. E são tantas, as que nos ligam como afastam. 
Aos 25 anos aproximam-se as margens, o rio corre muito menos turbulento, já não existe o receio de perder o pé, ficar sem ar, ir ao fundo e não ter força para bater com o pé na lama, aquele impulso que basta para nos fazer vir à tona... e respirar e aguentar o próximo mergulho e ter força para bater mais uma vez o pé... e pronto é isso, ele cresceu e eu respiro melhor.
A ponte que se construiu durante anos não foi de fácil engenharia, mas parece que afinal o projecto não está mal amanhado!

O título do post vem do nome deste disco, da canção deste letrista, o músico que o ensinou a gostar das palavras além da música. A necessidade que tem dela e não se imaginar a viver uma vida privado dessa relação, levou-o esta semana a confessar que: "Se um dia ficasse surdo e não pudesse mais ouvir música, a coisa se resolveria com um tiro nos cornos". 
Recorremos a muitas ferramentas nesta obra de construção que é a educação dum filho, muitas delas damo-las nós, umas vezes assim, através das músicas que os fazemos ouvir. Outras vão buscá-las a outros sítios... a outras pessoas.

Quando um dia descobriu o Aleixo e "Este livro que vos deixo", carregou-o debaixo do braço para onde quer que fosse até o ter lido todo, tinha oito ou nove anos e foi assim que despertou para a poesia, pelas mãos de um poeta quase "analfabeto".
A irmã participou hoje numa manifestação de estudantes contra o Sistema de Educação. A falta injustificada (por faltar a uma aula) não poderia ter melhor justificação, por isso lá foi protestar e teve todo o nosso apoio. Nunca antes tinha participado numa luta que lhe dissesse tanto e partisse dela a iniciativa de se manifestar publicamente. 

A semente pode ter sido lançada nas primeiras vezes que a levei, espero eu. Desejava que germinasse num verbo destes, capazes de reivindicar, revolucionar, contestar, pensar...
De mim, não sei o que lhes deixarei, nem a um, nem a outro. Espero deixar-lhes o que tenha de melhor, já o resto... o menos bom, que o saibam distinguir, esse já seria um bom legado, tê-los ensinado a escolher.

Variações sobre um tema

01 setembro 2014



Encontrados no mesmo dia, numa mesma rua de Braga.

De fugida

26 agosto 2014



























Passo por aqui só para desanuviar. 
Os últimos dias não têm sido fáceis, mas vão passando uns atrás dos outros sem trazer nada de novo.
Passo por aqui só para desanuviar.
A noite de hoje promete ser longa e em branco. 
Se tudo correr bem e amanhã o dia trouxer novidades, explico o título.
Hoje é mesmo só para desanuviar.