Dos filmes que também fazem parte da minha vida, alguns são dele.
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Truffaut
06 fevereiro 2017
Dos filmes que também fazem parte da minha vida, alguns são dele.
Manu Je t'aime
21 junho 2016
Passados muitos anos depois da última vez em que recebi uma chamada desconhecida para ir buscar o meu filho ao Hospital, ontem recebi um telefonema de alguém que dizia ter um gato (equivalente em matéria de acelaração de pulsações) muito mansinho mas muito assustado no pátio da sua casa.
Bem haja a vizinha simpática que comprovou a utilidade da coleira nova. Quanto ao gato, depois de ter avançado quatro números na rua, fui encontrá-lo escondido debaixo dumas cadeiras.
À vizinha limitei-me a pedir desculpa pelo incómodo e agradecer a atenção, mas evitei, não fosse achar-me ingrata, esclarecê-la de que aquele ar de assustado de quem não sabe o que fazer para sair dali, era enganador e escondia as verdadeiras intenções, estava apenas à espera de a apanhar desprevenida para lhe entrar em casa à sucapa.
Até porque mais tarde ou mais cedo, ela vai descobrir isso.
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Acreditar que têm sete vidas é uma maneira bonita que encontramos para nos enchermos de esperanças de que nunca os perdemos.
Quanto a mim o que não perco em vidas, tenho ganho em sustos.
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Acreditar que têm sete vidas é uma maneira bonita que encontramos para nos enchermos de esperanças de que nunca os perdemos.
Quanto a mim o que não perco em vidas, tenho ganho em sustos.
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Ainda procura dormir encostado às almofadas ou nas minhas costas enquanto trabalho na secretária.
É preciso avisá-lo que o Verão está a chegar!
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Talvez o melhor diálogo sobre gatos do cinema, neste filme do Alain Resnais de 1968.
A explicação para a razão da nossa existência está centrada nas vidas deles e se são sete, temos muitos anos pela frente.
45 e 8 dias
19 abril 2016


Há datas que se sobrepõem a outras. Não as escolhemos, não são ditadas por nós, subjugadas à nossa responsabilidade. Os acontecimentos que as marcam como especiais, são-nos involuntários e surgem como pequenos milagres dos quais já não estávamos à espera.
Assim tem acontecido desde que começou 2016. Esta data já se sobrepôs a outra menos boa, mas também marcante.
Este ano vai, já está, a marcar uma mudança de era, a minha.
Um dos maiores prazeres é o que retiro do meu trabalho e é dele que se trata neste momento, não que de repente algo acontecesse, do pé para a mão, nada acontece assim, são muitos anos de investimento e dedicação que a esta data começam apenas a ser reconhecidos.
Um dos maiores prazeres é o que retiro do meu trabalho e é dele que se trata neste momento, não que de repente algo acontecesse, do pé para a mão, nada acontece assim, são muitos anos de investimento e dedicação que a esta data começam apenas a ser reconhecidos.
E se a idade conta, esta conta muito, 45 anos e 8 dias.
Com esta idade a minha vida dá uma nova volta e se por algumas razões que me fazem sentir o seu peso e luto e resigno-me para aceitar o avançar do tempo, outras fazem-me sentir e acreditar que ainda há muito por fazer e a vida ainda me reserva muito, de bom?, para viver.
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Da exposição, Wolfgang Tillmans, No limiar da visibilidade. Em Serralves.
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Da exposição, Wolfgang Tillmans, No limiar da visibilidade. Em Serralves.
Do filme, Ordet (A Palavra), de Carl Dreyer, Dinamarca 1955
Humor acinzentado quase negro
03 março 2016

Brincar à chuva sem sair de casa.
Quando vamos até aos nossos limites, neste caso do equilíbrio. Ou, tudo o que somos capazes de fazer quando queremos muito observar o que se passa na vida do vizinho.
O invero à espera da primavera.
O inverno a fazer de conta que é primavera.
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Um vídeo com uma animação Coreana que gostei muito e partilho aqui.
Uma :Venda de Garagem: que está a acontecer aqui ao lado.
Ne touchez pas la hache
22 outubro 2015
Sim era aquele mesmo. E foi-o durante todo o tempo.
Uma vida.
Uma vida.
Até que ele matou o amor. Até que a matou a ela.
As memórias do passado são dolorosas, ainda agora depois de morta, abandonada no silêncio escuro do oceano, continua a sonhar com ele.
Ah, é aquele?
Talvez se tivesse enganado, o amor tem tantas caras talvez se confundisse. Poderia afinal ser outro e o encontre finalmente no meio da escuridão.
"Ne touchez pas la hache" de Jacques Rivette, 2007
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Faz este mês dois anos que vi este filme pela primeira vez.
Muito mais do que alguns momentos da vida, há filmes que merecem ser comemorados.
Ah, é aquele?
Talvez se tivesse enganado, o amor tem tantas caras talvez se confundisse. Poderia afinal ser outro e o encontre finalmente no meio da escuridão.
"Ne touchez pas la hache" de Jacques Rivette, 2007
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Faz este mês dois anos que vi este filme pela primeira vez.
Muito mais do que alguns momentos da vida, há filmes que merecem ser comemorados.
Tem feito tanto sentido
20 outubro 2015
Faz-me falta a experiência e sabedoria de vida do João Vuvu.
Quem sabe lidasse melhor com certas vicissitudes do dia-a-dia que incluem pessoas mal formadas que têm como lema de vida falar das vidas que não as delas e fazer julgamentos sobre o pouco que delas sabem.
Ou melhor, talvez tivesse a sua coragem e as mandasse tão simplesmente, onde ele pública e merecidamente, chegou a mandar algumas
"Vai e Vem", 2003. Realizado por João César Monteiro.
Persona
11 janeiro 2015

Vi-o há muitos anos no cinema, marcou-me como marcam os filmes do Bergman. Hoje passou na RTP 2, estará de volta o bom cinema?
Revi um outro filme, reli um outro texto, foi(sou) um(a) outro(a) Persona.
Estas imagens, entre outras, tenho-as recolhido e arquivo-as, como faço a muitas das imagens que quero voltar a ver.
Passou muito tempo, entendê-lo de uma outra forma ainda mais perturbadora e intensa não significa apenas que cresci, crescer não seria suficiente... significa que vivi, estou mais velha.
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João Bénard da Costa refere ter lido algures uma frase de Liv Ullmann onde dizia:
"Filmes e pessoas não envelhecem da mesma maneira".
João Bénard da Costa refere ter lido algures uma frase de Liv Ullmann onde dizia:
"Filmes e pessoas não envelhecem da mesma maneira".
Encontrei esta referência já depois de ter escrito o post, não resisti a transcrevê-la, já que a frase é da própria actriz e se refere a um mesmo assunto, o envelhecimento. Venha ele da forma que vier e sobre quem recai, a diferença está sempre em como lidamos com a sua chegada e nos deixamos ou não afectar por ela.
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07 julho 2010
Além dos doces, os salgados.
Também na manhã do mesmo fim de semana, pastéis ou rissóis de pescada, dependendo da zona do país onde se comem mudam-lhes o nome, aqui são rissóis.
Gostamos de nos reunir na cozinha, é uma das partes da casa que mais gosto e onde passo muito do meu tempo, principalmente quando cozinho para os outros. E porque o "gosto dos outros" é importante, há que tentar transformar uns simples rissóis de peixe, numa coisa mais especial.
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