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Conquistar um espaço

23 outubro 2016

O meu Porto não é uma cidade cinzenta

Tenho trajectos feitos de imagens e guardo as ruas na memória mapeadas por cores e padrões.

Esta semana fiz pela primeira vez este caminho, umas centenas de metros que passarão a fazer parte dos meus roteiros.

O ano passado mudei de casa e perdi o dia a dia na Cordoaria.
Este mês ganhei um novo jardim, poucas ruas me separam do Covelo.

Outonos que me parecem Primaveras

12 outubro 2016

Enquanto se trabalha não se brinca mas há quem faça as duas coisas ao mesmo tempo.

Um boneco com pêlos no peito não chega aos calcanhares dum homem de barba rija, mas tenta.

Padrões de azulejos que são uma inspiração.

Uma série de bonecos que acontece desabrochar mesmo no início do Outono.

Com tantas coisas novas a surgirem, há Outonos que me parecem Primaveras.

Paus de dois bicos

06 setembro 2016


Estou cada vez mais contra o tornar pública a localização geográfica detalhada de azulejos. 
Façam-se mapas e registem-se os azulejos existentes a nível nacional, mas para tornar possível o acesso a quem tem um real e honesto interesse pelo património, não para facilitar ainda mais o seu furto.

É raro o dia que não apanhe do chão um pedaço partido, para trás fica um espaço vazio em mais uma parede.

É notória a eficácia da Câmara do Porto em manter as ruas (na minha é quase que quinzenalmente) livres de tags e graffitis (que não os que já foram sujeitos a um reconhecimento como obra pública), pena que não incluam nessa manutenção, a vigilância e consequente aviso das entidades próprias, dos azulejos em perigo de cair e dos espaços onde já se verificam falhas, fixar os que estão em risco  de  se soltar e preencher os espaços vazios com massa evitaria que mais fossem arrancados.



De ontem para hoje e depois de ter escrito no facebook, houve mais um que desapareceu duma fachada aqui perto. Sim, reparo nisso. Passo todos os dias pelos mesmos sítios, não tenho como não decorar  as falhas e dar seguimento ao processo de degradação das fachadas. 

Não é a mesma coisa, recuperar uma fachada colocando-lhe réplicas dos antigos, em muitos casos os dois aos mesmo tempo. 
O desejável é mesmo prevenir a sua destruição (são imensas as fachadas destruídas para depois serem colocadas cópias) e evitar os roubos, tornar pública a localicação com imagem e endereços de onde se podem encontrar não me parece uma boa medida para evitar que o flagelo aumente, pelo contrário faz  todo um trabalho de pesquisa para que os procura com intenções menos sérias.

É cada vez mais urgente que se tomem medidas. Continua a ser permitida a venda de azulejos, que todos sabemos donde vêm, inclusive quem os próprios vendedores, é frequente encontrarem-me em lojas de antiguidades e lojas vintage tão na moda, é um ciclo em que a procura de quem compra incentiva quem os rouba e beneficia quem os vende. 

Há que ganhar consciência cívica, falar sobre o assunto alerta os mais distraídos e talvez se todos nos recusarmos a comprar azulejos dos quais não nos comprovem a sua origem, deixe de haver por parte de quem os rouba interesse em fazê-lo, pois não haverá quem os compre.
...

Este dia, como têm sido muitos ao longo dos anos, foi dia de azulejos e será uma dia para recordar.
Obrigada Winkie Moon pela fotografia e não só.

Janeiro há de ser sempre o primeiro

23 janeiro 2016












































Há toda uma nova parte da cidade para descobrir. 

Mais movimentada por carros do que por gente e com mais casas ao abandono. 

Ruas onde não nos cruzamos com ninguém além dos moradoes. Onde os Cafés são verdadeiros tascos e não a fazer de conta para agradar aos turistas. 

As mercearias não vendem produtos gourmet, mas as hortaliças e a fruta são mais baratas e mais frescas. Quem lá trabalha não fala mais do que o português, mas trata a língua de forma sincera e com simpatia para quem acha que merece.

Os gatos são iguais em toda a parte. Passeiam-se pelas ruas e pelos quintais dos vizinhos. Percorrem um bairro inteiro por cima dos muros e deitam-se nos carros como se estivessem nas árvores.

Começar um ano novo, mais uma vez numa casa nova
Sem muitos planos, nem projectos para o futuro, mas com muitos desejos, o que torna tudo completamente diferente.

Passam os dias uns atrás dos outos, a Magnólia do quintal começa a florir, não tarda nada passa o Inverno.

[Quando vier a Primavera] Alberto Caeiro, por Pedro Lamares

...
S a l d o s : S a l e
Continuam as promoções na loja da Mi Mitrika, Almofadas e Acessórios, apenas durante o mês de Janeiro.

The best & The worst tour

07 setembro 2015




































































Tenho tanta dificuldade em conhecer as ruas pelos nomes como as pessoas pela cara. Memorizo a voz, alguma característica específica na forma de forma de falar, uma expressão. As ruas conheço-as por um azulejo duma fachada, por uma porta aberta que me mostrou um chão em mosaico hidráulico,  pelo jardim que fica perto.

Oriento-me bem, não me perco com facilidade, a menos que queira. É sobretudo ao Domingo, quando a cidade está mais vazia que procuro perder-me nela.

Um dia destes vou fazer uma tour. Vaguear pelas ruas sozinha tem vantagens, mas ter quem nos mostre novos caminhos também.
Não sei se vou poder parar sempre que quero, se vou ter tempo para ver o que quero, mas poder descobrir sítios que doutra forma talvez demorasse muito tempo a conhecer, é o desafio que vou procurar encontrar na The worst tours. 

Afinidades Electivas

07 agosto 2015
















Para quem gosta de azulejos não é difícil que, tal como eu, já tenha imaginado transformar através dum passe de mágica, um padrão duma parede num tecido que pudesse transportar para uma peça de roupa. 
A Ana Ventura, pensou nisso e com o apoio de duas amigas criou a T I L E D

Esta semana pude conhecer a Ana e a Cristina Barradas pessoalmente e tocar  e sentir algumas das peças, garanto que são ainda mais bonitas ao vivo.

É impossível percorrer as ruas do Porto sem parar a cada instante e se há azulejos que repetem por algumas zonas do país, há outros mais identificativos de determinadas zonas.

Esperava um Agosto tranquilo, não esperava era que também fosse um bom mês para criar amizades novas. É bom estar rodeada de gente boa que ainda por cima faz coisas bonitas.

Obrigada Ana pelas duas últimas fotografias.

Losangos

25 julho 2015























Uma banca dum Mercado Municipal das mais bonitas que já vi. Desenhada pelo Arquitecto J. Carlos Loureiro, com azulejos tipicamente portugueses e mármores de Estremoz. Ficava bem numa casa qualquer.

As almofadas estão reunidas e disponíveis na loja.
Para qualquer dúvida ou para quem não se sente à vontade para fazer compras online, há um email sempre à disposição.