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So... do you know the truth?

23 março 2017

Trago as magnólias para dentro de casa esperando que o tempo dos dias não seja o mesmo de vida das flores.

Quanto tempo consigo suspender a respiração?  Quatro dias.
O tempo que durou a ausência do gato grande, até que o voltei a ter no colo, tal e qual como no sonho da noite anterior.

Podia querer saber, mas não quero, se o tempo que está por vir me trará dias igualmente bons.

Espero que ao podar a Nespereira o sol entre com mais espaço na varanda e os pássaros não procurem outro sítio onde passar a noite.

So... do you know the truth?
Of course I don't

I hope so

28 junho 2016



Quero acreditar que sim.


Muito mais que paredes

15 março 2016




As paredes.
...



Outras paredes, estas com obras do artista Blu, que estão agora a ser apagadas pelo próprio como forma de protesto.

Quando um artista destrói anos de trabalho espalhado por vários murais, significa que muitas paredes são muito mais que paredes.

Nunca se sabe

13 maio 2015























Pode ser que seja HOJE.

As ruas e as paredes das ruas

14 abril 2015














Há ruas mais coloridas e isso parece que não mas torna tudo mais divertido.
E depois de muito olhar para as paredes descobrimos um chão que também ele nos observa.

Paredes ilustradas pela Cátia Vidinhas e Marta Madureira.

Muito mais do que ±

20 outubro 2014



Acredito no poder das palavras, acredito ainda mais no poder das atitudes... 
Mas acredito muito nas palavras, por isso gosto tanto delas. Gráfica, sonoramente, pelo que me transmitem, pelo sentido que lhes atribuo, pela importância que têm e pelo que se pode fazer com elas... 
Nunca fui e continuo a não ser pessoa de muitas palavras, mas faço por ser uma pessoa de palavra: talvez pelo respeito que lhes tenho e admiração por quem as sabe usar com sabedoria e arte, talvez me contenha e me fique pelo estrito e necessário e às vezes nem isso!
As palavras são poderosas, desde as perigosas às amorosas. As palavras mais importantes devem ser ditas sem medo, repetirem-se vezes sem conta. Podem ler-se, ouvir-se em todo o lado, nas músicas e nas paredes. Há quem faça das palavras música e de algumas paredes páginas.
Não tenho a certeza (porque ainda não sei tudo) se é possível apaixonarmo-nos, desapaixonarmo-nos e mais tarde voltarmos a apaixonar-nos e que o objecto do nosso amor seja o mesmo em todas essas fases. 
Neste momento estou em fase de enamoramento. Todos os dias sou surpreendida, vivo momentos de prazer, conheço novas facetas deste actual amor que a todos os instantes me revela o quanto quer e consegue fazer sentir feliz. 
Não tenho uma casa que adoro, nem de longe nem de perto, espero um dia voltar a ter uma como já tive, onde sinta e saiba que conseguirei criar raízes, eu e os meus. 
Neste momento não tenho um casa, tenho muitas. Tenho uma cidade inteira que adoro.

Andar devagar

07 outubro 2014



















Os azuis vão-se alterando ao longo do dia, esta semana descobri um azul mais frio e silencioso, ainda o sol começava a raiar

O dia-a-dia é outro, estou com mais tempo para andar sozinha.
Acerca das memórias, O PN citou-me Milan Kundera.
"Há um elo secreto entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento. Evoquemos uma situação extremamente banal: um homem caminha na rua. De repente, quer lembrar-se de qualquer coisa, mas a coisa escapa-lhe. Nesse momento, maquinalmente, o homem atrasa o passo. Pelo contrário, alguém que queira esquecer um acidente penoso que acaba de viver acelera sem dar por isso o ritmo da sua marcha como se quisesse afastar-se depressa do que, no tempo, lhe está ainda demasiado perto.

Na matemática existencial, esta experiência assume a forma de duas equações elementares: o grau de lentidão é directamente proporcional à intensidade da memória; o grau da velocidade é directamente proporcional à intensidade do esquecimento."

— As pessoas que andam depressa querem esquecer, as que andam rápido, procuram recordar.
Ando a correr, nunca soube andar de outra forma, quero cada vez mais aprender a andar devagar. Deixar de querer esquecer, não recordar o que há a esquecer, simplesmente andar.

perto do porto

05 junho 2014



Calcorrear o Porto a pé, embrenhada na cidade, cada vez mais perto.
A trabalhar, desempregada, mas a trabalhar, a planear e a sonhar... sim a sonhar outra vez. 
Ter vontade de sonhar é querer viver... sim a viver outra vez.

Uma corrida à última Feira de Velharias, ainda com as tendas por montar e encontrar a preço acessível o que mais se gosta, na forma, na cor, na marca portuguesa que agora todos parecem ter descoberto.

Uma exposição na CRU que junta coisas boas e bonitas, bons ilustradores e receitas portuguesas. 
O Porto mais perto do que nunca de voltar a ser, o meu porto.

25 de Abril Sempre

24 abril 2014




Festejar em casa. Um cartaz da época volta a ser afixado na parede, há mensagens que convém não esquecer.

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Murais da Av. da República em Vila Nova de Gaia, onde morávamos na altura.
Em frente à Câmara do Porto e nos Aliados, pelo 1º de Maio.
Fotografias do meu pai.
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A Cantiga é uma Arma... Viva o 25 de Abril!