Mostrar mensagens com a etiqueta Bordados. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bordados. Mostrar todas as mensagens

As linhas com que me vou cosendo

04 novembro 2016








Acompanho há algum tempo o trabalho da Ana, mais ou menos desde que regressei ao Porto.
Foi uma surpresa receber uma proposta da parte dela para executar alguns detalhes que iriam fazer parte da sua nova colecção Outono | Inverno.

Um trabalho que me deu muito prazer fazer, desde a escolha dos fios (Cobertor e Zagal ambos 100% lã portuguesa) que mais se adequavam ao efeito que se pretendia, ao encontrar o caminho certo para atingir a linguagem, assim como toda uma mensagem que era necessário interpretar, um conceito implícito a toda a colecção e que a Ana me ía transmitindo nos muitos encontros que fomos tendo.

A colecção está aí.

WAO 16 17 - ANA SEGURADO
GuardarGuardar

Os meus mais novos

03 outubro 2016


São uma espécie de filhos com gestação mais curta e nascem em pequenas ninhadas

....

Estão disponíveis nas lojas da Burel.

Analogias

28 novembro 2014






























Remexer num passado analógico que vai aprendendo a conviver com este tempo presente. 

Camélias de hoje e camélias de há vinte anos atrás. As mesmas flores, em datas tão distantes como agora as pessoas. 
Cada vez mais atenta a estes acasos, há quem me diga que não o são, não sei, mas são recorrentes na minha história.

As datas importantes registam-se em bordados, uma forma de escrita que perpetua ainda mais, um momento especial. Quando o 17 era um número carregado de significado.

Aos poucos conseguir que o espaço em que se habita se torne também o espaço em que se tem vontade de trabalhar.

Coisas da vid' airada

27 junho 2014































Com a vida a prometer reboliço por mais uns tempos. Mudanças à vista e difíceis exercícios de escala, procura-se uma solução para meter uma casa inteira, noutra com o tamanho da sala actual.

Muita coisa vai ficar pelo caminho. Os rádios que eram do avô, os álbuns encadernados e bordados pela avó, as fotografias da família, algumas das coisas que nos acompanham. Uma banda de música tradicional, encontrada na loja de Serralves e que faz parte deste fantástico projecto. Separar o que queremos ter mesmo connosco e o que nos pertence mas pode ficar arrumado, parece fácil mas não é, quando o que queremos ao pé de nós são essencialmente os livros, que agora são quantificados ao Kg e exigem de nós mais que um simples par de braços. Durante os próximos dias vamos andar atarefados com a casa, mas ao mesmo tempo estão a realizar-se projectos novos, dizem que uma mudança (ou é uma desgraça?) nunca vem só... Estamos todos em renovação, cada um para seu lado mas mais juntos que nunca. E só esperamos o melhor para os três e para o gato, tem andado eufórico, num estado de alerta total em que todos os dias tem de fazer o reconhecimento à casa, nunca a encontra como no dia anterior, há sempre uma coisa a menos e uma caixa a mais... Para acompanhar as novidades mais de perto, a Mi Mitrika vai dando notícias por aqui.

No meu sentido e em todos os sentidos inversos

31 outubro 2013




É certo que nunca fui e acho que nunca chegarei a ser suficientemente organizada, pelo menos para o meu elevado grau de exigência.  Não há memória, nem agenda, nem força de vontade que consigam solucionar este distúrbio que tantos problemas me traz às coisas mais simples do dia-a-dia. Sim a vida seria bem mais fácil se conseguisse programá-la ao detalhe, já experimentei, sei que o tempo rende mais, nos sentimos mais adultos e responsáveis, produzimos mais, andamos com a cabeça menos cheia, porque não se organiza no papel, mas mentalmente está lá tudo, ainda que um pouco confuso e isso cansa.

Há muito a fazer e a melhorar, mas desde que a vida não perca um pouco do sal que a tempera, não se torne uma lista de tarefas, em que saiba hoje o que vou jantar daqui a quatro dias, tudo bem. De certeza que estes cestos, já estariam catalogados e com as respectivas etiquetas, à venda na loja e no Avesso e não a ocupar a mesa da sala de jantar.
...
Encontrei-os no meio dum livro, gráficos para bordar a Ponto de Cruz, da Majora. Quem gostar e quiser aproveitar pode copiar à vontade.

made in Portugal

15 abril 2013





Estes quadrados, bordados à mão em ponto de cruz, eram para ter sido aplicados,  juntamente com  alguns retalhos de forma a fazer uma toalha. Entretanto mudei de ideias e abandonei-os, agora resgatados, tornaram-se pequenas almofadas, sem uma função pré definida, têm a utilidade que lhe quiserem dar e podem adquirir-se através do Avesso.
Dois dos meus cadernos preferidos. O primeiro, da Serrote e ainda por estrear, encontrei-o numa rápida (e não suficiente) arrumação à secretária, o segundo, da Firmo, é a minha agenda de trabalho.  
Um dos ramos que recebi pelos anos, de alguém que embora me conheça há pouco tempo, já me vai conhecendo muito bem o gosto em matéria de flores.
Uma colecção de sabonetes made in Portugal, cada um mais bonito e perfumado que o outro, disponíveis no Avesso.

Rosa chá

13 abril 2013



Passaram uns dias, muito poucos, mais exactamente dois, e novamente um post com rendas, mas não só! Era inevitável.
O pano recebi-o há umas semanas, tem mais de cem anos e pertencia à minha avó, à filha, à neta e será da bisneta. Antes de ser novamente guardado tinha de o fotografar e partilhar. Acho que merece.
...
Pelo meio de cadernos manuscritos com registos de poemas, adivinhas, citações e pensamentos, descobri este pequeno papel dobrado, onde se lê, rosa chá, com a caligrafia que reconheço ser da minha avó. Sei da verdadeira paixão dela por plantas, sei que há uma variedade de rosas com esse nome, mas daí a escrevê-lo num papel dobrado contendo lá dentro corações recortados em vários papéis e feitios, vai um sem número de perguntas para as quais não tenho resposta. Faz parte do encanto destes tesourinhos "perdidos" no meio dos livros, o não conhecermos a sua história na totalidade e isso dá azo a tantas interpretações...
Tenho por hábito guardar no meio das agendas e cadernos que trago sempre comigo, folhas, papéis, pequenos recortes, desenhos... quem sabe um dia alguém há-de especular sobre o sentido de tudo isso.
...
Mais um bule da minha pequena e selectiva colecção.
... 
Sementes de umas florzinhas silvestres que durante uns dias mantiveram o Avesso em tons de azul.

Relíquias dos outros

15 fevereiro 2013





No último Workshop de Iniciação ao crochet, no Avesso, as participantes exibiram orgulhosas trabalhos das mães e das avós há muito guardados em arcas e gavetas, agora resgatados e mais do que nunca valorizados. 
Pegas onde o reaproveitamento dos tecidos é levado ao esmero, pedacinhos de flanela são cerzidos de modo a fazer render o pano. Crochet feito com linha de coser e impossível até agora de decifrar o modus operandi. Uma colcha da avó da Alcina que foi buscar inspiração a uma revista, mas que adaptou com uma estopa velha que tinha por casa e bordou da cor do crochet, tendo resultado muito mais bonita do que a original. Uma renda com minuciosas e aplicações de viés. 
Todas são unânimes na certeza de que há que preservar estas relíquias, durante anos por elas desprezadas, vítimas de algum preconceito, mas para as quais estão agora despertas e empenhadas em recuperar, senão os conhecimentos perdidos, pelo menos as memórias e histórias que carregam estas peças feitas por mãos cheias de saber fazer.
...
Um aparte curto em palavras, para agradecer todas as palavras, muitas... que me encheram o coração tornando estes últimos dias, muito menos maus. Obrigada.

Acontece, acontecendo

15 maio 2012






Vão acontecendo coisas por lá... Convidada pelo Anoik e com o nosso apoio, a M aceitou o desafio da Ilustre Ilustração 08. A experiência deve tê-la feito perceber o quanto ainda tem de estudar e trabalhar para conseguir chegar ao que deseja, espero... só assim terá feito algum sentido.
Tapa copos e canecas, uma colecção que reúne alguns dos exemplares que ficaram de um costume antigo na casa dos meus avós, haver sempre uma caneca com água à disposição e devidamente protegida do pó.
Juntar padrões e cores, voltar aos tecidos e contagiada outra vez pelo bichinho que faz querer obsessivamente continuar.