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Manutenção

10 maio 2018

Estamos em manutenção.

Espero em breve poder voltar com a regularidade de outros tempos, senão com tanta pelo menos a suficiente, para partilhar tudo o que tenho andado a fazer e sobretudo as mudanças que vão acontecer em breve.

Se as mudanças implicam trabalho, os novos trabalhos também implicam muitas mudanças.
A Mariamélia está a ser renovada, a MI MITRIKA está a tomar um novo rumo e a minha vida, chegada aos 47, está também ela novamente numa fase de revolução.

É muita coisa a acontecer ao mesmo tempo, só espero dar conta do recado mantendo esta capacidade de me multiplicar e que quando voltar haja alguém à minha espera. : )

Até já!

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Entretanto podem acompanhar-me no Instagram da MI MITRIKA ou no meu perfil pessoal.

De volta à cozinha literalmente

02 março 2018



A convite da Teresa Leonor, do blogue The Broken Pie, respondi a algumas questões sobre o que mais me liga ao acto de cozinhar, a relação com a memória e as pessoas ligadas às minhas receitas.



Neste post podem ler a entrevista na integra, em Inglês.

Creatives in the Kitchen #3




This one is part of the preparation for her childhood orange cake.


Raw materials shape final results in everything humans do. Cooking with great ingredients is almost a fail safe. When I see someone who cares about the materials used in his/her work , I assume the same mindset is transported to the kitchen. This led me to email Alexandra Macedo, owner of MI MITRIKA, who I’ve been following for some years. In her blog, she portrays everyday life in raw calming pictures, with attention to a lot of details, specially the ones found in the streets of Porto, where she lives.

As mother of two already grown ups, now she proudly owns more time to dedicate to her work, “a daily process, once it’s connected with the everyday life”. It’s a fact that materials rule her. “Since the materials for my work, to the produce I use in the kitchen, to the clothes I wear… More and more do I try to consume less and more consciously”.


Maybe a reference to Bordallo Pinheiro’s cabbage bowl?


I would say Nature is something captivating to her, because you can spot some golden leaves or acorns matching the colors of the necklaces and bowls she creates. Alexandra grows some food, constricted to the limits of a small backyard. Although it’s just a tiny thing compared to what she would like to do, “being able to sow and harvest in the center of a city certainly gives a special flavor to the whole process”.

Every now and then in her blog, she mentions some recipes and food rituals connected to family history and so I ask her what are her dearest edible memories. “I remember seeing my grandmother cooking lamprey. Every year there’s a lunch in which we eat Lamprey “à Bordalesa” (Portuguese typical dish), now cooked by myself. In our family picnics, we always had green eggs and, on Christmas, “mexidos” (typical Portuguese Christmas sweet made of old bread, nuts, and dried fruit)”. But ultimately the memories are associated with the act of cooking, the sharing of knowledge and the presence of her closest ones. “Sitting at the table is a ceremony and I always try to make it joyful!”.



“Making marmalade is an act of love” is the title of one of her blog posts. The quinces came from her father’s tree and she turned them into this vibrant sweet spread, that she used to see her grandparents make together.


Although those traditional dishes are part of her memories, daily she cooks very simply, using mostly seasonal vegetables and fruits. This was also something she practiced at a space she used to own, Avesso. “With no professional cooking skills, I tried to make everything based on the knowledge I had. No huge ambitions — just caring about using good quality produce prepared simply”. She then concluded these are actually the guidelines she tries to follow in everything she makes.

She admits she had never thought about the similarities between her way of working and cooking until I ask her and notices that the working method — and even the lack of it (something I really appreciate in the kitchen, actually) — are the same. “I’m quite intuitive, I like to experiment and to be surprised. I like the challenge of working with few resources, trying to overcome the limits dictated by the materials. Most of the time, I let myself be driven by them until I reach the final product”.


Texto por/ Text by Teresa Leonor
Imagens por/ Images by Alexandra Macedo

no dia da Mulher

08 março 2017

Quando há alguém do sexo oposto que te faz sentir ainda mais mulher, quer dizer que estás bem acompanhada.
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De coração cheio

07 março 2017



Gosto de acordar com as janelas molhadas pela noite e vê-las secar ao longo da manhã enquanto o sol se põe na varanda.

Ter em comum com o gato pequeno o gosto por comer sol e descobrir a sua apetência para as asneiras apenas pela falta de jeito.

Um gato com olhos e atitudes de poeta.

Trazer comigo um coração finalmente cheio, com um esqueleto feito de raízes prontas para se poderem agarrar.

11 . 2

13 fevereiro 2017


De repente dizem-te, Fecha os olhos, vais ter uma surpresa.
Caminhas às cegas durante uns metros, por entre um caminho estreito e enlameado.
Quando os abres já recebeste um presente.
Alguém que vê o mundo pelos teus olhos.

Urgentemente

19 janeiro 2017








































Urgentemente
É urgente o amor 
É urgente um barco no mar 
É urgente destruir certas palavras, 
ódio, solidão e crueldade, 
alguns lamentos, muitas espadas. 
É urgente inventar alegria, 
multiplicar os beijos, as searas, 
é urgente descobrir rosas e rios 
e manhãs claras. 
Cai o silêncio nos ombros e a luz 
impura, até doer. 
É urgente o amor, é urgente 
permanecer. 

Há 94 anos anos nascia Eugénio de Andrade.
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Quando a poesia anda na rua e o amor lhe dá a mão, neste post.

A poesia anda na rua, ou é de mim

06 janeiro 2017


Aproveitar o Inverno para apreciar a vida que noutras Estações se esconde numa árvore e agora se revela sem o querer.

Ir a um encontro para tomar um café e a dois minutos de lá chegar, parar para ver as renas que saiam duma janela, sem saber que ía encontrar as mesmas cores na sobremesa que pedimos e nos desenhos dela.

Trazer de Braga, na última ída crónica do ano, uma das mais bonitas imagens que vi em 2016.
Um vendedor de tangerinas que também espalha poesia.

Uma das mais urgentes decisões, concretizá-lo.
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A par das novidades, as promoções continuam, na loja.

Planos para 2017

29 dezembro 2016


Agarrar-me à vida.

Na casa e no trabalho e vice-versa

04 dezembro 2016































Ter como local de trabalho o espaço casa é cómodo e tem as suas vantagens, mas também acarreta uma carga de trabalhos associados e nem é bom falar nisso.

Aproveitar tudo o que traz de bom até à última réstia de sol que entra no atelier e me surpreende mesmo antes do cair da noite.

Descobrir um novo local onde, além de se tomar um café num ambiente agradável, se podem passar umas horas a trabalhar e onde me fizeram sentir tão bem como em casa.

Estes dias têm servido para arrumar na loja o trabalho dos últimos tempos e está a saber-me bem regressar, através dos bonecos e dos agasalhos, ao mundo dos mais pequeninos, aquele que deu origem  ao nascimento da MI MITRIKA.

[as duas últimas fotografias são da Maria Durão]
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Passem pela loja, há descontos e ainda mais novidades.

No caso de estarem interessados em adquirir algum dos artigos da loja, mas não queiram fazer pagamentos através da internet, podem entrar em contacto pelo email e esclarecer todas as dúvidas.
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Loja da MI MITRIKA

Contacto para esclarecer dúvidas

Café Noémia da Costa Pinto

Dance me to the end of love

11 novembro 2016


Das poucas imagens que guardo desse dia, um dia também ele em Novembro mas de 1996, há uma em que me vejo realmente descontraída e feliz, estou vestida de noiva e a dançar.

Desse dia, a imagem que resta traz à memória toda a esperança e crença que me inundava por aquela altura, não passa apenas o som do que me fazia dançar.
A música escolhida para aquele momento que ficaria para a vida, apesar de tudo o resto, foi a do Leonard Cohen.

Podemos morrer por dentro e por fora, podem matar-nos a esperança e muitas das crenças, mas fica-nos a música que nos fará ter vontade de dançar, para sempre.

Ainda a voar

20 outubro 2016


Faz três anos que este pássaro apareceu na minha vida para me mandar voar.

Ainda não desisti e assim espero continuar, à espera de um dia o voltar a encontrar por aí,
num qualquer voo.

O tempo passa rápido e três anos voaram.

Eu parto com o ar

25 setembro 2016






Eu parto com o ar
Sacudo minha neve branca ao sol que foge,
desfaço minha carne em redemoinhos de poeira,
entrego-me à terra para crescer nas ervas que amo.
Se queres ver-me novamente, procura-me sob teus sapatos;
Dificilmente saberás quem sou ou o que significo.
Mas se não conseguires me encontrar, não desanimes;
O que não está numa parte está noutra
Nalgum lugar estarei à tua espera.

 Leaves of grass 
de Walt Whitman

Sou de pequenas coisas

19 agosto 2016




























Quando me sinto meia perdida é no meio da natureza que mais depressa me encontro.

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Um post que começou aqui e ainda vai continuar.