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Bola de Retalhos

06 maio 2015






















Esta bola de retalhos é do meu irmão, eu nunca cheguei a ter uma e queria, mas as brincadeiras juntos e a partilha amenizaram a "inveja" que lhe nutria (à bola). 

Não parece, mas tem quase 40 anos e resistiu a tudo o que duas crianças se lembram de fazer com um brinquedo, aparentemente frágil, nas mãos e nos pés.
O tempo passou e a Bola ficou guardada juntamente com os brinquedos de infância que mais nos marcaram. A mim, entre outros, marcou-me um brinquedo que não era meu.

Lembro-me de ter sido comprada numa Feira a uma senhora que as fazia, nos intervalos das mantas de retalhos.

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Há poucos meses quando o meu avô faleceu e começamos a arrumar as suas roupas, deparamo-nos com uma série de camisas de flanela aos quadrados, as preferidas dele, e ao pensar no uso que lhes podíamos dar lembrei-me de lhes reaproveitar o tecido e daí a chegar à bola de retalhos foi um "pontapé".

Entusiasmou-me a ideia de saber que o último bisneto nascido e que ele não chegou a conhecer e outros que cheguem entretanto, poderão um dia jogar à bola, não com o bisavô Júlio, mas com uma bola feita de pedaços das camisas que ele usou.

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Procurar o método mais adequado para a construir, decidir cosê-la à mão (em vez de recorrer à máquina) determinar o tamanho, nem pequena demais nem demasiado grande para que umas mãos pequeninas a possam segurar, escolher tecidos de algodão e flanelas
e conseguir recriar um brinquedo tão tradicional e vulgar na minha geração deu-me tanto gozo que me lembrei que talvez mais gente estivesse interessada em aprender a fazer um brinquedo tão simples. Recorrendo apenas a uma agulha de coser, linha, enchimento e restos de tecidos.

























Em Maio vou ser uma das formadoras dos Workshops da Mariamélia, vou ensinar quem quiser aprender, a fazer uma Bola de Retalhos.
Podem consultar toda a informação sobre o Workshop, aqui.

Deixar marcas

26 fevereiro 2015



 São vendidos como clips, escolhi usá-los como marcadores de malhas. Enquanto não encontrar uns que não sejam de plástico, mas em madeira, estes em metal ou um simples fio com uma laçada vão servindo muito bem.

O meu estojo de agulhas foi recentemente presenteado com uma dedicatória, em jeito de tatuagem, tem agora uma marca de amor.

Por causa do frio

02 fevereiro 2015
























Sou friorenta, é um facto. O Sangue não me deve circular com a rapidez necessária, porque não é por falta de actividade, já que me é difícil estar parada e mesmo assim acontece dar por mim com os pés e as mãos geladas.

A casa onde estamos a viver apesar de ser antiga está renovada, mas mantém as portas com frinchas que fazem correntes de ar e tem o pé direito mais alto que alguma vez vi, e já vi muitas casas antigas!

Pondo de parte a hipótese de manter o aquecimento ligado todo o dia, a única forma de equilibrar o problema é tentando isolar o mais possível as divisões. Assim recorri ao sistema mais antigo, eficiente e barato que conheço, chouriços.

Aproveitei pequenos retalhos de linho e cozi-os até conseguir dois chouriços iguais, que nem de propósito (quando os fiz não foi a pensar nas medidas desta porta, nem desta casa) serviram na perfeição para as soleiras de lousa desta portada. Há falta de areia para os encher, usei 1Kg e pouco de arroz do mais barato do mercado. Assim se alguma vez o gato se lembrar de levar mais a sério as brincadeira (já cheguei a encontrar um deles no meio da sala) e espetar uma unha mais funda, o problema da limpeza será mais fácil de resolver.
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Ainda por causa do frio e porque há 18 nos, quando deixei para trás o Porto deixei também o problema das frieiras, agora que regressei, elas também.
Se souberem de algum tratamento, que não sejam as pomadas de farmácia, pois já não fazem qualquer efeito, agradeço a dica, qualquer mezinha será testada e consoante os resultados, posteriormente afixada neste Blogue. 
Obrigada!*

Ceci est la couleur de mes rêves

16 setembro 2013

A vida regenera-se, com a naturalidade própria, força de vontade, amizade e poesia. E se há dias em que ainda não se vislumbram melhoras para o futuro, há outros em que se tem a coragem de afirmar publicamente, "Há de vir o dia em que em vez de correr num campo de urtigas, caminharei num de papoilas, nem que para isso tenha de o semear." 
Pegar num colar antigo, há muito desmanchado, recuperar uma conta de marfim e duas de Viana (com um trabalhado bem mais bonito que as actuais), uma conta de feltro de lã e uma de madeira e como contas de um rosário enfiá-las por uma ordem específica e obter um colar novo e já agora uma nova vida.

Do tempo e das traças

25 novembro 2012





Remexer em coisas guardadas há muito tempo e descobri-las meias comidas pelas traças. A boneca mais antiga o xaile que durou mais tempo e foi mais usado...
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Fazer cordão a duas cores. Momento homemade esperando ser útil a alguém. Ensinar seguindo o único método que sei: 
1 - cortar dois fios do mesmo comprimento e mais ou menos com o dobro da medida final que se pretende.
2 - com a ajuda de uma segunda pessoa, segurar nas pontas dos dois fios juntas e a uma distância que o mantenha esticado, cada pessoa torcê-lo para o lado oposto.
3 - quando estiver a começar a enrolar, unir as duas pontas e segurar firme na outra ponta, como se dobrasse um lençol.
4 - deixar o fio torcer naturalmente, formando um cordão. Dar um nó na ponta que fica com os fios soltos.
Pode ser usado em gorros, cordões para sacos, embrulhos... pode fazer-se com várias grossuras aumentando o número de fios.
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Agradeço as publicações, esta e esta.
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Mais novidades aqui.

Laranja e riscas

07 julho 2012



Recebi de uma amiga uma das flores mais extraordinárias, pela simplicidade, complexidade  (já que o centro negro esconde um profundo cone) e pela cor de um laranja florescente inebriante. No facebook, que também serve para identificar plantas, descobri que era uma Thunbergia alata, também conhecida pelo nome, bem mais divertido, de Maria-sem-vergonha. 
Ao A. ofereci Dálias, porque sei o que representam para ele e porque ainda gosto de lhe oferecer flores. 
Flores e riscas, juntas novamente.
Uma almofada de trapilho. Material necessário, o mesmo já usado antes, por ser bonito, barato e de fácil acesso, um tapete de trapos e enchimento, neste caso plástico de bolhas que havia armazenado lá por casa, à espera de ter utilidade. Basta dobrar o tapete, cozer dos três lados e encher. Resulta numa almofada para o chão resistente e confortável.

Jogo do galo

05 junho 2012






É uma mesa, um banco e um jogo, feito a pensar nos amigos mais queridos do Avesso! Porque era preciso que adoptasse várias funções economizando espaço, porque tinha de ser resistente e duradouro, sem ser definitivo, porque tinha de ser prático e possível de em poucos minutos ser reconstruído, se algumas mãos mais irrequietas não resistirem à tentação de uma pontinha levantada. Já foi jogado por mãos grandes e pequeninas, que apenas se entretêm a alinhar as peças, é bom de ver!

A fazer uma curta sesta, enquanto a dona tomava o seu chá de limão, uma boneca linda, que reconheci daqui e tive muito gosto em conhecer ao vivo! 
Uma cadeira miniatura, usada pela minha avó quando era criança para se sentar ao lado das senhoras enquanto bordavam, usada por mim para brincar e que agora voltou a sair da garagem. 
Uma caixa maravilha. Só gosto do mês de Junho por isto, é o mês em que os presentes são em forma de cerejas!
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Entretanto, através do olhar da Sónia, o Jogo do Galo chegou até aqui! 

29 outubro 2011

Verde Água

Pittosporum tobira, o mesmo que encontro em várias fases, aquando dos meus passeios.
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Um livro a que recorro muito e onde encontro quase tudo, até o Lodão bastardo.
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Embalagens reaproveitadas, para guardar sementes ou ervas aromáticas.
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Uma colecção de livros de Contos Tradicionais portugueses, alguns deles autênticas histórias de horror para uma criança ainda a aprender a ler e que assim descobre o quanto intrincadas e preversas podem ser as relações familiares e como pessoas simples e bondosas conseguem transformar os corações mais empedernidos.
As ilustrações, lindas... são da Maria Keil.
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Verde Água, o nome da Tia de um dos contos, aquele que deu origem a estes fantoches de dedo.
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12 outubro 2011

tapete =IIIIIIIIIIIIIII= chouriço 




Não sou muito de atirar um provérbio por dá cá aquela palha, mas gosto de alguns, acho-lhes piada. Há um que ouvi algumas pelo meu avô José, o mesmo que dizia, "Quem guarda o que não quer, tem o que precisa" que é este outro, "A necessidade aguça o engenho" e que ainda continuo a ouvir pela boca do meu pai. 

Precisava de isolar as portas, com frinchas de 130 e tal anos, expostas ao vento carregado de areia e principalmente à chuva que nos entra sem piedade pelo espaço dentro. A solução dos chouriços cheios de areia ou sementes foi posta de parte porque, como uma das funções era absorver a água que ensopa a entrada nos dias chuvosos, depressa ía ter uma sementeira a germinar... 

Aproveitar os tapetes que já existiam, enrolá-los, fixá-los com tiras de velcro, permitindo desenrolá-los para secar, lavar ou voltar a usar como tapetes e ainda atribuir-lhes a função de nos manter as portas entreabertas, foi o aguçar do engenho!
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Alguns dos botões mais divertidos e mais bonitos que tenho visto!

S. João

23 junho 2011





Em 1937, não para uma noite de S. João, mas para uma noite de Setembro, a minha avó organizava um Arraial Minhoto (em benefício dos BBV de Esposende), a entrada custava 5$00 e realizava-se nos jardins do palecete, hoje, praticamente ao abandono. Eu, que infelizmente não herdei esta veia de organizadora de eventos, nem sei se herdei alguma outra de que me possa orgulhar, vejo-me a organizar um modesto jantar a dois, de sardinhas, broa, salada de tomate Coração de boi com coentros e pimentos assados, iluminado com lanternas recicladas dos copos de iogurte e aos quais dei finalmente outra utilidade. Para a sobremesa cerejas que o vendedor me disse serem da variedade "de saco", seja lá o que isso signifique, ele também não sabia, a verdade é que comprei um saco enorme, 3 Kg a €5,00. Em 1937 teria comprado muitas entradas para o Arraial.

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Nota: depois de uma breve investigação que, deveria ter sido feita antes, não fosse eu duvidar da sabedoria do vendedor... descobri que a "variedade de Saco" existe mesmo!
Hoje descobri o nome das minhas cerejas favoritas.