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Entrevista

30 junho 2017

Estou no blogue De Estraperlo com uma entrevista pela Zany Bunny, a convite da Maria Sommer.

Espero que gostem.

Meia volta volto ao mesmo

03 maio 2017

Uma das características do Comércio Tradicional é a proximidade que o vendedor, muitas vezes o próprio produtor, tem com os seus clientes e a relação que com ele consegue estabelecer ao longo do tempo, ficando a conhecer-lhe os gostos mas também as manias.

Neste trabalho que tenho, vem acontecendo mais ou menos isso, tenho criado ao longo dos anos amizade com algumas das pessoas que me vão comprando peças e não é raro voltarem passado muito tempo com encomendas mais especiais, tal é a confiança que se cria.

Este cesto é um desses casos. Já tinha deixado de os fazer, mas esta semana um pedido especial fez-me voltar a eles. 

Pequenas grandes coisas

05 abril 2017


Colares constituídos por pequenos tubos em algodão mercerizado enfiados num fio de aço, com fecho em prata. Todos os colares vêm fixados com uma pequena placa em prata onde é identificada a marca MI MITRIKA.

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A partir de agora podem acompanhar-me também no Instagram assim como ao dia a dia da Mi Mitrika.

Colheita

09 setembro 2016

























Temos um tomateiro que um dia sonhou chegar ao céu.

Por enquanto colhemos uma dezena de tomates mas ficaram muitos ainda por amadurecer. Vi-me forçada a podar grande parte da rama, fazia demasiada sombra e o sol já não chegava ao frutos, assim como estava a tirar grande parte da força à planta.

O tomateiro sonhava chegar ao céu, eu fi-lo manter-se firme na terra, atei-o a estacas para que se segurasse, também eu quero cumprir o sonho de comer o que cultivo na horta.

Paisagens que trago comigo

31 maio 2016













A intenção era usar a lã da região de forma a interpretar a paisagem e os pastos que a rodeiam quando, ainda agarrada à pele da ovelha, percorre os caminhos ditados pelo pastor.
Enquanto trabalho nestas peças, Manteigas está no centro do meu mapa.

Experimentar os novos tweeds em pura lã. Mantas mais pequenas que me estão a permitir dar outros passos.

Paisagens que transporto comigo de casa em casa. 
Mantenho-as ao alcance dos olhos enquanto trabalho, em comum, a natureza e o branco da neve .

Fotografia duma obra de Katinka Bock
Winterlandschaft mit Hut, 2011
[Paisagem de Inverno com cabana]
Calcário, feltro e areia

Fotografia dum campo lavrado com neve.
Dum passeio em que levamos a minha filha a conhecer a neve pela primeira vez.
Vila Pouca de Aguiar

Em cima da mesa o que tenho em mãos e como sempre são vários projectos ao mesmo tempo.
Porque os dias são curtos para tudo o que espero fazer deles e o trabalho é uma das prioridades que há muito já foram definidas, porque o corpo reclama e há necessidade de alternar os gestos doridos de cada ofício, porque enquanto concretizo certas peças posso ir reflectindo melhor noutras que estão a amadurecer, porque uma ideia leva a outra e reuni-las dá-me uma visão concreta do que ando e poderei vir a fazer.

Tenho uma camisola nova e não foi comprada

25 maio 2016






Comecei o primeiro KAL em que participei ainda era Inverno, pelo meio meteu-se uma oferta de trabalho irrecusável, um convite para uma colaboração e uma colecção de meias para desenhar.

Ainda vou voltar a falar dela aqui, do porquê de fazer em vez de comprar, das opções de modelos disponíveis, do processo, da escolha dos fios e da paleta de cores.

Faltam os remates e as uniões debaixo dos braços, depois posso dizer com algum orgulho que acabei de tricotar a minha primeira camisola.

Manu & Mitsou

24 abril 2016























Os gatos, o nosso consolo. Assim como os livros.
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"Encontrar uma coisa é sempre agradável; um momento antes e ela ainda não estava lá. mas encontar um gato: é extraordinário! Porque este gato, o leitor estará certamnete de acordo, não entra completamente na vossa vida, como aconteceria, por exemplo, com um brinquedo qualquer; mesmo pertencendo-vos agora, permanece um pouco de fora, e isso faz sempre:

a vida + um gato

o que somado dá, asseguro-vos, uma soma enorme."

MITSOU 
Quarenta desenhos de Balthus com prefácio de Rainer Maria Rilke. Da editora Relógio D'Água.

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Mais um dos meus livros preferidos, descoberto pela noite adentro, através da Ennui.

Como é que se medem os dias?

28 março 2016







A um ritmo que aparenta tranquilade, todos os dias seguem um após outro como dita o calendário.

Se um dia é medido em horas, o que faço é ao km, metros e metros de fio trabalhado.
Os meus dias são contados ao metro e têm as cores das lãs que escolho. 

Dar continuidade ao que vem sendo feito, corrigir para melhorar, refazer... 
Desenhar, fazer paletas de cores e levar ainda mais a sério o trabalho dos padrões, para os outros e para mim.

Peças novas a germinar, há ideias que é preciso amadurecer.

Sentir-me como como sei que se sente o gato. Olhar para fora, sonhar e pensar em dar o salto.
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Depois duma Manta enviada para New York, felicidade é ver o meu trabalho ser reconhecido:
"Beautiful! Better than expected, very good quality."

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P. ¿Cómo ve el futuro de esta sociedad que nos vende esa idea de felicidad que no es tan fácil de conseguir?



R. (BORIS CYRULNIK): Una de las soluciones que nos han propuesto han sido las pastillas. Es una solución falsa, la droga: tome medicamentos para ser feliz. Ahora sabemos que la felicidad es un tricotar continuo; es el placer de vivir cotidiano; es un trabajo de todos los días, no es metafísico. La artesanía de la felicidad cotidiana se tricota día a día.

Boris Cyrulnik

O espaço que ocupo

23 março 2016


























O espaço que ocupo.

É pouco, o espaço do meu tamanho.

Só me interessa que no espaço que ocupo, caiba tudo o que me é importante.

Quem ama cuida

12 março 2016


O ambiente que nos rodeia, os nossos interesses, necessidades e gostos, ditam muitas das vezes as peças que criamos. 

Condicionada que estou pela mania de transportar comigo, para onde quer que vá, a máquina fotográfica, o caderno de apontamentos, o porta-moedas, o telemóvel, as chaves de casa, os muitos lenços de papel, o livro que ando a ler, as canetas, o novelo e as agulhas... e o que mais encontro pelo caminho, sou forçada a usar um saco grande, sempre.

Gosto de livros. particularmente dos meus, aqueles que escolho, os que me oferecem porque sabem que irei gostar, dos que acarinho pelas dedicatórias que guardam, dos que já comprei apenas por uma capa bem desenhada, dos especiais que tenho em mais do que uma edição, daqueles que me marcaram para a vida e dos que ficararão comigo até à morte.

Meus ou não, cuido-os a todos. Andar com eles protegidos evita que se dobrem as capas e ainda facilita arrumar as canetas e os lápis, que assim não andam soltos.

As primeiras são de 2013 e delas já só restam as imagens de arquivo.
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Esta CAPA foi feita a pensar em mim e nos meus livros, mas aceitam-se encomendas!