Meias

02 fevereiro 2016




















Padrões de almofadas que se confundem com padrões de meias.

Aproveitar todas as obrigatórias viagens de comboio para tricotar.

Usar com vaidade as meias que nós desenhamos.

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As meias estão agora disponíveis aqui e, como é costume, nas várias lojas do comércio tradicional.

Janeiro há de ser sempre o primeiro

23 janeiro 2016

































































Há toda uma nova parte da cidade para descobrir. 

Mais movimentada por carros do que por gente e com mais casas ao abandono. 

Ruas onde não nos cruzamos com ninguém além dos moradoes. Onde os Cafés são verdadeiros tascos e não a fazer de conta para agradar aos turistas. 

As mercearias não vendem produtos gourmet, mas as hortaliças e a fruta são mais baratas e mais frescas. Quem lá trabalha não fala mais do que o português, mas trata a língua de forma sincera e com simpatia para quem acha que merece.

Os gatos são iguais em toda a parte. Passeiam-se pelas ruas e pelos quintais dos vizinhos. Percorrem um bairro inteiro por cima dos muros e deitam-se nos carros como se estivessem nas árvores.

Começar um ano novo, mais uma vez numa casa nova
Sem muitos planos, nem projectos para o futuro, mas com muitos desejos, o que torna tudo completamente diferente.

Passam os dias uns atrás dos outos, a Magnólia do quintal começa a florir, não tarda nada passa o Inverno.

[Quando vier a Primavera] Alberto Caeiro, por Pedro Lamares

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S a l d o s : S a l e
Continuam as promoções na loja da Mi Mitrika, Almofadas e Acessórios, apenas durante o mês de Janeiro.

Mudando de pele

21 janeiro 2016

















































As fotografias da Francesca Woodman.

Uma música da Laurie Anderson.  

Na minha rua uma parede, inconformada, teima em mudar de cor arrancando a pele.

Do outro lado dos muros

19 janeiro 2016





























Depois das exposições.
Do lado de fora do museu, revelam-se os muros.
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Um vídeo que vale a pena ver sobre Gordon Smith e o projecto da sua fantástica casa.

Um dia

17 janeiro 2016




A exposição da Helena Almeida.

O trajecto para casa debaixo de chuva.

Uns azulejos que hei-de conseguir fotografar sem ser através do vidro da porta.

Uma folha preta numa risca preta com um pedaço de azul.

Várias linhas que cabem todas num dia.

Retratos

14 janeiro 2016


Eu, na hora azul, através dos olhos azuis dela.

Um raro momento vivido a duas, partilhar o mesmo prazer de sentir o fim do dia lá fora no jardim que também é quintal e ouvir o regresso dos pássaroas que vão passar a noite na Nespereira.

A cada retrato se descobrem mais diferenças e mais semelhanças uma da outra. A cada dia nos conhecemos melhor e nos reconhecemos mais.

Há muito que desejáva-mos isto, há muito que precisávamos de momentos destes. 
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Hoje as fotografias são todas dela. A última vez tinha sido aqui.

S A L D O S : S A L E

09 janeiro 2016

Todas as Almofadas estão agora com um desconto de 40%, disponíveis na loja da Mi Mitrika e na Mariamélia ou através de um contacto por email.

Um bom ano!

Casa do jardineiro

05 janeiro 2016


São as casas pequeninas dos jardins das casas grandes.

Na casa grande da Tia Aurora havia jarrões espalhados pela casa com as flores colhidas no jardim e uma casa pequenina caiada de branco cheia de vasos com plantas.
Os vasos, todos, tinham Avencas grandes e verdes, como nunca mais voltei a ver.

A minha Tia não teve filhos, mas tinha uma cadela branca que era como se um filho fosse. Quando a minha Tia morreu, a cadela não aguentou o desgosto e no espaço de semanas, um após outro, morreu ela e o canário.

Havia um lago com peixes vermelhos, coberto com uma rede para os proteger dos gatos. A minha Tia não tinha gatos, os vizinhos sim.
Eu e o meu irmão passávamos o tempo a contar os peixes, de vez em quando os gatos abriam buracos na rede e nós contávamos menos um.

Nessa altura sonhava ter um lago, não por causa dos peixes, mas por causa dos nenúfares. E uma casa pequenina e branca, com telhados de vidro que se abriam para o céu entrar.

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Esta estufa fica no jardim da Casa de Serralves, mesmo junto às plantas Aromáticas.