Perpétua roxa

03 setembro 2015



Soube da colheita no dia anterior e foi num daqueles impulsos que me decidi. Nesta altura do ano pode haver melhor actividade do que estar ao ar livre a colher flores e ainda por cima com alguma utilidade?

Passei a manhã a colher perpétuas e ainda tive direito a experimentar uma infusão com as ervas da casa, a trazer um bolbo de Nabo Pimenta e um vaso de Arruda. Coincidência ou não, vi a primeira borboleta "Iphiclides feisthamelii" desde que estou no Porto. A Arruda, já conquistou um lugar na minha varanda, venham as borboletas.

Depois dos anos que vivi em Gaia, desde que nasci até fazer 25, voltei à cidade para ir para o campo e por uma boa causa.

Do ramo que colhi para mim, vou fazer chá, o mesmo que a Amália fazia. Sempre em volta das infusões de perpétuas roxas para tratar da voz, contrariando assim os versos que cantou.

A propósito de perpetuar, coisas que não se perpetuaram no tempo. De quem gosta de semear e colher, do passado restam-me apenas as flores.

1 comentário :

  1. que bonitas! nunca vi tantas assim ao vivo. obrigada. senti-me lá.

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