o meu Porto é mais do que isto

13 janeiro 2017




Viver no Porto é conviver com a realidade de lidar com uma cidade que se vai vendendo aos poucos. Centrados que estão, numa ideia errada de como gerir uma política para o turismo, focada no investimento imobiliário, contrapondo-se em tudo ao direito que nos devia assistir a todos à habitação local.

Se por um lado o Porto está vivo para o turista que visita e se encanta pela primeira com a cidade, vais morrendo para quem há uma vida se vai encantando por ela todos os dias.

Imaginar o futuro da cidade é olhar, com olhos não tendenciosos, para outras cidades europeias que se debatem actualmente com esta realidade e perceber duma vez por todas e enquanto é tempo, que o caminho não é este. 

É numa esquina que a exemplo disto, tem dois hotéis a nascer, um de cada lado da rua, separados por 20 metros? que assistimos a este movimento desenfreado que não augura nada de positivo.

O Porto está vivo de turistas, mas desejariamos que estivesse igualmente vivo, quando esses turistas partissem e não é isso que está a ser planeado, para preocupação dos que continuam por cá para além duns maravilhosos dias de férias.
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Boas notícias, nem tudo bai no Batalha!

Ainda sobre o Turismo vale a pena ler; Treze (tristes) Teses Sobre o Turismo, do Pedro Levi Bismark.
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3 comentários :

  1. Subscrevo! A pergunta é mesmo essa: e quando eles partirem?...

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  2. Enquanto isso, quem é do porto parte primeiro... =/

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    1. Infelizmente tens toda a razão Marta...

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