17 dezembro 2010

Em casa










































Desde pequena que me habituei, com a ajuda da minha avó e de uma tia a fazer trabalhos para o Natal (e não só), tentando utilizar o que havia por casa, porque a ideia era mesmo reciclar, reaproveitando o que já se tinha usado e contrariando o consumismo desenfreado que por vezes nos invade nesta época. O gosto ficou, e se por alguns anos deixei, por diversas razões de manter esse costume, com a chegada da minha filha retomei essa vontade, e no ano em que ela nasceu, fiz passarinhos, muitos, em pasta de papel para o primeiro Natal dela. Depois veio a bota, para  juntar à do irmão, onde costumam ficar as guloseimas que vão recebendo até o dia de Natal e depois coisas e mais coisas, porque tento incutir-lhe e importância do saber fazer e do prazer que sentimos ao ver sair-nos das mãos verdadeiras surpresas. 
Um menino Jesus de Barcelos, da barrista Sapateiro, com um ar de bebé saudável, com boas cores de quem apanha os ares do campo.
Com uma receita antiga, das que estão nos cadernos passados à mão, as Areias, são boas para acompanhar uma meia de leite, ou um chá quente à noite, de preferência à lareira.

2 comentários :

  1. Uhm adoro, eu associo-as a Cascais
    nunca falas do irmão ... também é artista ?
    que bonito Natal em tua casa , sóbrio e cheio de luz :-)

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  2. O irmão já é muito crescido, não me acompanha tanto nestas coisas... Está a estudar Filosofia! Agora têm estado uns dias sombrios e tão frios, ainda se ao menos tivessemos a tua neve!...

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