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A estrela da Serra

15 junho 2016


Foi feita uma primeira amostra com a mesma técnica dos Tapetes de Nós, usando outro material como base de suporte e as lãs da Serra da Estrela. 

O resultado foi aprovado e espero em breve meter mãos à obra para fazer mais umas quantas peças.

Ando a experimentar as espessuras ideiais para os Colares : Cordões e isso obriga a testar diferentes quantidades de fios, pelo meio ficam constelações de verde em que a estrela maior é mesmo a lã.

Dentro de alguns dias subo a Serra numa espécie de transumância, vou ao encontro das lãs e dos fios com que doravante vou trabalhar e espero trazer algum do espírito que apenas se respira por lá.
...

A quem estiver pelo Porto convido a passar pela GEADA, no Centro Comercial Miguel Bombarda, têm a oportunidade de conhecer uma loja que vende marcas nacionais de grande qualidade e tocar nos Tapetes de Nós que também estão por lá. 
Não há melhor do que ver com as mãos.

Dias luminosos

13 junho 2016






Aproveitar todas as horas de sol que me entram no atelier, compensando os dias sombrios em que sou forçada a trabalhar com luz artificial.

De todas as vezas que vou a Braga passo na mesma Florista de rua. Vende plantas em vasos mais pequenos, é possível comprar suculentas em doses reduzidas e a metade do preço normal. 
Desta vez deu-me a escolher preço com vaso e sem vaso. 

Uma das minhas paredes preferidas, com desenhos da M e uma ilustração da Yara Kono, via Mariamélia e umas portas/janelas de ambos os lados que me inundam as manhãs de sol e os dias de boa disposição.

Uma manta terminda, uma série nova que aí vem e algumas novidades boas para a Mi Mitrika.

Perfumes? Não obrigada.

15 maio 2016


Não posso estar exposta ao vento nos dias mais secos da Primavera, passear num pinhal na época da floração, andar pelo meio dos campos ou cearas, fazer piqueniques no meio de ervas altas, perfumar o corpo com essências, nem estar próximo de quem se perfuma, usar ambientadores em casa, detergentes com cheiros a floresta, eucalipto, lavanda e outros... 

Faço alergia aos pólens de árvores como pinheiros e plátanos e a tudo o que é perfumado através de compostos químicos. O meu corpo conhece bem todos os sintomas da Febre dos Fenos e durante anos tomei anti-histamínicos diáriamente

Mas posso segurar um enorme ramo de flores nas mãos sem sentir qualquer tipo de congestionamento.

A semana passada colhi uns ramos da Glicínia que corre o muro do vizinho. Com a chuva que entretanto caiu, caíram também as flores, despiram-se os cachos lilases e esta semana toda a trepadeira é apenas uma mancha verde.

Perfumes? Não obrigada. Ofereçam-me flores.

O apelo à liberdade da vadiagem

04 maio 2016


Com as diferenças de temperatura a acentuarem-se a cada dia que passa, estar dentro de casa é um refúgio em certas horas do dia.

Trabalhar com fios de lã novos e descobrir as diferenças que impõem aos trabalhos em que geralmente tenho usado algodão. A força e a personalidade da lã, bem contrária à passividade do algodão, moldam de certa forma o trabalho e é o próprio material a comandar o resultado, muito mais orgânico. Nesta parceria eu mando menos, é uma descoberta deixar-me levar pelas caracteristicas que o fio dita  no resultado das peças.


O mais parecido com ter uma casa na árvore, é ter uma a entrar pela casa.

Seguindo as indicações do Borda D'Água estamos em época de sementeiras, as pevides das abóboras guardadas para o efeito, foram esta semana para a terra.
Agora que finalmente temos um quintal à disposição faltavam as abóboras, iguais às que deixei no pátio da casa que também ficou para trás.

Desde que me lembro e durante alguns anos, ajudava a colher flores para os tapetes que cobriam os caminhos de terra batida e se faziam na aldeia por esta altura do ano.
Tenho um tapete de flores e foi a Japoneira que o fez.

Fazer dum prato de morangos frescos o principal prato do dia.

Nunca gostei de coleiras e os animais que tive nunca as usaram. Desta vez usar coleira é sinal de maior liberdade, daí a excepção. Habituado que estava a varandas, ter um quintal com muros em que a liberdade se alcança à distância dum salto, é tentador e impossível de controlar da nossa parte. A solução encontrada para o caso de se perder por entre os quintais dos vizinhos e não saber voltar, foi colocar um contacto ao pescoço, visível, já que duvido da eficácia do chip, num gato que dificilmente se deixa apanhar. 

Ter um gato que sai de casa para vaguear e por vezes volta apenas ao entardecer para comer e receber mimos, é uma realidade nova, para nós e para ele.
Sentimo-nos menos donos, ele sente-se livre.
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A hoje música só podia ser esta. Vivam eles!
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A Primavera apela aos sentidos e com ela o amor desabrocha em variados formatos. Uma palestra com a Antropóloga Helen Fisher sobre o Amor Romântico, vale a pena ver.

Do dia a dia por um fio

28 abril 2016



Há materiais novos para explorar em novos projectos. Desde fios a tecidos, tudo feito a partir de lãs portuguesas da Serra da Estrela.

Colhida na berma dum passeio para um vaso dentro da casa, as ervas daninhas são plantas como as outras e esta já está a florir.

Ocupar os lugares deixados livres na loja, colares novos que são Fios e não só.

É em cima da mesa, enquanto eu trabalho, que ele vem matar as saudades acumuladas ao longo do dia e há dias em que são muitas.

O espaço que ocupo

23 março 2016


























O espaço que ocupo.

É pouco, o espaço do meu tamanho.

Só me interessa que no espaço que ocupo, caiba tudo o que me é importante.

A florista que há em mim

18 março 2016


Durante o ano que vivi na Cordoaria, fiz amizade com duas senhoras floristas, as mais simpáticas dos Clérigos. Ainda hoje sempre que lá passo, páro para as cumprimentar, foi uma promessa.

Descobri por acaso a Florista que também vende legumes da minha rua, é tão pequena e discreta que passa despercebida e leva-me a crer que não se quer assumir nem como uma coisa nem outra.

Esta afinidade natural com floristas deixa-me intrigada, chego a imaginar que talvez seja uma espécie de empatia que se traduz  numa aura colorida e que só alguns pressentem. 

Sei que quando me deu o ramo para as mãos, dei por mim a aproximá-lo da cara para lhe sentir o cheiro. Talvez tenha sido esse gesto, que ela não pôde deixar de reparar, a mostrar-lhe o que nos une.  

Entrei para comprar flores e saí de lá com limões. Já eu ía no passeio quando a ouvi chamar-me, tinha corrido para a porta para me perguntar se queria uns verdes.

Casa do jardineiro

05 janeiro 2016


São as casas pequeninas dos jardins das casas grandes.

Na casa grande da Tia Aurora havia jarrões espalhados pela casa com as flores colhidas no jardim e uma casa pequenina caiada de branco cheia de vasos com plantas.
Os vasos, todos, tinham Avencas grandes e verdes, como nunca mais voltei a ver.

A minha Tia não teve filhos, mas tinha uma cadela branca que era como se um filho fosse. Quando a minha Tia morreu, a cadela não aguentou o desgosto e no espaço de semanas, um após outro, morreu ela e o canário.

Havia um lago com peixes vermelhos, coberto com uma rede para os proteger dos gatos. A minha Tia não tinha gatos, os vizinhos sim.
Eu e o meu irmão passávamos o tempo a contar os peixes, de vez em quando os gatos abriam buracos na rede e nós contávamos menos um.

Nessa altura sonhava ter um lago, não por causa dos peixes, mas por causa dos nenúfares. E uma casa pequenina e branca, com telhados de vidro que se abriam para o céu entrar.

...
Esta estufa fica no jardim da Casa de Serralves, mesmo junto às plantas Aromáticas.