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Livros e Ilustrações

03 novembro 2014

Começou assim o Workshop de Serigrafia que frequentei, a folhear livros com ilustrações incríveis...
Livros raros, muito deles de curtíssimas edições, da colecção da Ana Seixas, orientadora do Workshop.
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Os ilustradores Blexbolex e Miguel Porlan.

Dentelles Ténériffe

19 setembro 2014



Uma antiga publicação da "Bibliothèque D. M. C., conceituada marca de linhas de algodão, linho e seda.
Esta técnica conhecida há muito tempo na América, é uma imitação do trabalho com agulhas que já anteriormente se fazia em Espanha, denominada nos séc. XVI e XVII, de "Sóis".

Revistas e Catálogos

27 maio 2014



É verdade que muito do meu tempo é passado a folhear, olhar, separar o que mais me interessa e fotografar, mas só o faço porque gosto. 

É verdade que seria mais eficaz, rápido e teria melhores resultados, se digitalizasse tudo, mas a verdade é que não tenho meios para isso. 
É verdade que a qualidade das imagens, o tipo de papel usado e a própria impressão não ajudam na qualidade das imagens que registo, mas a verdade é que penso que entre partilhar o material que tenho com pouca qualidade, ou não partilhar, prefiro a primeira opção.
Desenhos decalcados (pela minha avó) em papel vegetal para transpor para os tecidos que seriam bordados, são vários e com os mais variados motivos, alguns com cópias de revistas outros com desenhos originais.
Revistas dos anos 60 e um catálogo dos Armazéns Grandella de 1933 que já tinha mostrado aqui e do qual registei mais algumas imagens.
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Há muito que não me ria tanto com uma música, cronologicamente anda perto deste post e visualmente é irresistível!

Do que eu gosto

29 abril 2014





Uma casa desabitada e tristemente abandonada, olhá-la imaginando o que poderia ser capaz de fazer com ela.

Uma planta nova, Ceropegia woodii e outra que o será em breve, quando o caroço finalmente germinar.

Pilea peperomioides, a planta que tenho procurado por todo o lado e não descubro em lugar nenhum.

As flores perfumadas de cerejeira, que ficaram do meu aniversário.
Um caderno cheio de história descoberto por acaso entre as coisas da minha mãe, onde a minha bisavó no ano de 1806, registava anotações sobre plantas e flores.

O Café Vitória onde almoçamos um delicioso creme de beterraba, num ambiente com um jardim encantador. Passou a ser um dos meus sítios preferidos.
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Alguns artigos com 30% de desconto na loja. Um pano que pode ser muito mais do que isso... e a última pega de algodão e linho.

Coisas da vida, a minha.

09 março 2014






Quase a fazer 43 anos e ainda tanto por conhecer e fazer. Não, não vou aqui entrar em grandes reflecções, já tomei a dose de medicamentos diária, (sim com receita médica, que eu não me auto-medico, pelo menos com remédios) e sob esta doce e algo enganadora tranquilidade, poderia correr o risco de cair em sentimentalismos e até quem sabe verter umas quantas, bastantes, lágrimas. O que iria contrariar a finalidade dos medicamentos e fazer-me duvidar ainda mais da eficácia do tratamento. 
Lamento não ter conhecido Roberto Nobre mais cedo. É que lamento mesmo, custa-me pensar que há tantas coisas bonitas e que vê-las me faz sentir tão bem, às vezes mais do que os medicamentos. 
E nem imaginam o que me passa pela cabeça e o que seria eu capaz de fazer usando estas ilustrações...
Foi através do Almanak Silva que descobri este livro e vale a pena ler o que diz sobre ele.
Estamos no mês das Camélias que, quer se queira quer não, são flores especiais. Como tudo o que é delicado, são frágeis e efémeras. As do ramo que usei quando me casei, não chegaram sequer ao fim da cerimónia, eram brancas, duma variedade específica, iguais às que me colhiam na árvore da nossa rua, mas as extremidades eram já cor de ferrugem, o que acabou por lhes atribuir uma beleza simbólica. Estas flores não murcham, enferrujam.
Ando sempre atrás destes padrões antigos e ainda bem que a minha avó tinha por costume encapar os cadernos de receitas, sendo certo que dou mais valor ao papel que servia para proteger do que o que era protegido.
Gosto de ter nas mãos um livro escrito à mão pela minha avó Maria Amélia em 1954 e quem quiser receitas de compotas variadas... disponha.
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Esta semana foi recheada de descobertas, boas e menos boas, mas ninguém quer saber das desgraças alheias.
Deixo aqui apenas o excerto que publiquei no Facebook e que tanto sentido me fez por estes dias. Cada vez gosto mais da Clarice Lispector.

Cito

13 fevereiro 2014



"Sorrisos e abraços espontâneos me emocionam. Palavras até me conquistam temporariamente. Mas atitudes me ganham para sempre." 

Clarice Lispector

O que me inspira

13 outubro 2013








Rever desenhos de bonecos de 2009 à procura de elementos para projectar e fazer nascer novos personagens. 

Folhear uma antiga revista Alemã, apreciar a estética, os ambientes recriados e encantar-me por um coelho almofada. 

Obrigar-me a repensar tudo o que já fiz, o que queria fazer e o que conseguirei realizar. 
Questionar tudo mas ter a certeza absoluta de querer voltar a este mundo infantil onde é obrigatório brincar. 

Ter perto de mim a maior das inspirações.

Tenho de inventar os dias que faltam

08 setembro 2013


3 de Dezembro
"O meu avô diz que a felicidade é uma péssima 
corredora e que é fácil fugirmos dela.
E a tristeza?,  perguntei.
É uma excelente corredora,  respondeu ele".
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23 de Junho
Na praça há uma senhora que vive das flores.
Apanha-as e vende-as.  É muito triste que elas 
não saibam fugir.

Tenho pena de as arrancar àquela maneira
que elas têm de viver:  a abanar ao vento.
Ou talvez seja o contrário:  a abanar o vento.
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25 de Junho
Por vezes,  fico alguns minutos a abanar-me
ao vento,  como fazem as flores.

O que pensariam os senhores do instituto
das Pessoas Normais se me vissem nesses momentos?
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O livro do ano | Afonso Cruz 2013
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7 de Setembro
E as noites brancas quando vão parar? E a vontade que cresce pára?
E se de repente em vez de querer não dormir, me apetece voar?
Sei o que pensariam os senhores do instituto das Pessoas Normais,
se não aceitasse agarrar uma mão.
Mas as mãos são dos outros e não minhas. 
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Eu

Ele há dias de merda, amenizados por um poema

21 agosto 2013


Carry Me Away, by Henry Michaux

Carry me away into a Portuguese boat of once,
Into an old and gentle Portuguese boat of once, 
Into the stem of the boat, or if you wish, into the foam, 
And lose me, in the distance, in the distance.

Into the yoking of another time.
Into the deceiving velvet of snow.
Into the breath of some dogs brought together again.
Into the weary gathering of dead leaves.

Carry me, without breaking me, into kisses,
Into breasts that raise themselves and breathe,
On palms covering them and their smile,
Into the corridors of long bones, and of articulations.

Carry me away, or rather dig me deep.

Das coisas com mais história

16 junho 2013




Uma manta em crochet, para uma cama de casal, trazida da feira de velharias pelo preço de dois novelos de lã.
- Estava lá para casa, já tem muitos anos era da minha mãe...
Aproveitar uns minutos de espera em Barcelos, para fotografar coisas bonitas, antes que desapareçam.
Continuar a pesquisar algumas revistas, bordados e ilustrações antigas, desta vez francesas.
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Actualizar e pensar um novo projecto de loja.