20 dezembro 2010

Bolo Rei

































Cá por casa, por esta altura do ano, o Bolo Rei é bolo de aniversário, a acompanhar um chá quente, servido depois do jantar, sabe bem e aquece a alma. Este é comprado aqui bem perto e para mim é dos melhores. A manta que ainda não era, está quase a ser. Vai ser forrada com uma fazenda grossa, de lã bem quente e vai ser o ideal para colocar no chão, para bebés que que ainda não andam e gostam de brincar, bem quentinhos, nestes dias tão frios.
Com os cedros que o meu pai trouxe da aldeia e algum azevinho, fiz uma coroa que espalhou pela casa um outro cheiro a Natal, sem ser o dos doces e rabanadas, o Manu duvidando das minhas capacidades, veio dar uma ajuda, revelou-se preciosa!
Estar à espera ou procurar ... Vamos todos correr atrás!

17 dezembro 2010

Em casa












































Desde pequena que me habituei, com a ajuda da minha avó e de uma tia a fazer trabalhos para o Natal (e não só), tentando utilizar o que havia por casa, porque a ideia era mesmo reciclar, reaproveitando o que já se tinha usado e contrariando o consumismo desenfreado que por vezes nos invade nesta época. 

O gosto ficou, e se por alguns anos deixei, por diversas razões de manter esse costume, com a chegada da minha filha retomei essa vontade, e no ano em que ela nasceu, fiz passarinhos, muitos, em pasta de papel para o primeiro Natal dela. Depois veio a bota, para  juntar à do irmão, onde costumam ficar as guloseimas que vão recebendo até o dia de Natal e depois coisas e mais coisas, porque tento incutir-lhe e importância do saber fazer e do prazer que sentimos ao ver sair-nos das mãos verdadeiras surpresas. 

Um menino Jesus de Barcelos, da barrista Sapateiro, com um ar de bebé saudável, com boas cores de quem apanha os ares do campo.

Com uma receita antiga, das que estão nos cadernos passados à mão, as Areias, são boas para acompanhar uma meia de leite, ou um chá quente à noite, de preferência à lareira.

Luvas buganvilia e preto

15 dezembro 2010


Luvas em 50% lã 50% acrílico - buganvílea | 40% lã 60% acrílico - preto
produzida em Portugal
tam. único
...
vendidas | sold

12 dezembro 2010

Menino




















O enfeite que mostro hoje, mais do que um enfeite, é o nosso menino Jesus. Foi feito a partir de um desenho que a M fez quando ainda tinha seis anos, gostei tanto que decidi dar-lhe outras dimensões, desde aí faz parte dos nossos natais. É mais uma das suas personagens que andam cá por casa por estes dias, transportadas para postais de Natal. Ainda temos o hábito de desejar votos de Feliz Natal por escrito, enviados pelo correio, em envelopes e com selos, apesar de no outro dia, ter de reclamar com o funcionário dos CTT, para que me desse selos em vez de simplesmente carimbar o envelope e ainda ficou zangado! No Correio não querem vender selos?... Postais para a família, amigos e admiradores, porque a M já tem alguns, além dos da casa!

I want to thank 
Deborah and Monica for their posts wich made M fell happy and I am proud for her.
E também agradeço a todos os que com palavras simpáticas a incentivam, espero cada vez mais ter a casa cheia destes personagens, que como ela diz, estão na cabeça dela e é preciso tirar cá para fora.

11 dezembro 2010

Circo no Coliseu





























Pensar que este espaço do Porto, não fosse a união e a força de alguns, poderia estar hoje em dia inacessível ao grande público, até me dá arrepios!... 
Fomos ao Circo do Coliseu, não só pelo circo, porque apesar da magia e do gosto que tenho por esta arte, já vi melhores espectáculos e melhores artistas, mas pela possibilidade de visitar mais uma vez este edifício e pelo prazer de o saber resgatado, a um destino de culto, mas não de cultura.

07 dezembro 2010

O velho, o novo e o que há-de ser...






















Coisas novas, coisas velhas... e uma que ainda não é! Coisas novas para começar trabalhos novos, lãs, fitas de viés e um pedaço de linho, porque estou com saudades de bordar. Até ao Natal vou mostrar alguns enfeites, que por uma razão ou por outra continuam a fazer parte dos meus natais. O de hoje é novo, chegou pelo correio e foi uma surpresa tão boa... é um pedacinho de alguém que guardarei com muito carinho e que já está no nosso pinheiro. A verdadeiramente velha, uma caixa do séc. XIX. É uma caixa de papel, está um pouco estragada, não muito, dado os anos que já passaram por ela. Tem escrito, numa linda caligrafia, Espozende (escrito com z), 9 de Dezembro de 1894, Valentina de Barros Lima, a minha bisavó materna. De tudo o que tenho e guardo, herdado dos meus antepassados, a maior parte não sei a quem pertenceu, esta caixa deu-me de presente, além duma data, o nome da minha bisavó, escrito pela mão dela.

04 dezembro 2010

Filhoses | flocos de neve


























Com a cabeça já ocupada a pensar nos doces típicos de natal, decidi-me a experimentar uma receita de filhós ou filhoses (gosto mais de dizer filhoses) de forma, por sempre as ter achado uma das sobremesas mais bonitas que temos por cá. 

Encontrei as formas por acaso numa drogaria e desde aí, até encontrar a receita que me pareceu mais bem elaborada, com poucos ingredientes mas bons e sem levar muita gordura, como é costume nas tradicionais da Beira Baixa, foi um passo. Ou vários, não é fácil fazer estes flocos de neve em casa, de modo a saírem perfeitos, finos e estaladiços. Requer ter em atenção alguns pormenores que são os verdadeiros segredos do bom resultado. Filhoses como estas vão servir de base a uma sobremesa nova que estou a imaginar para a época de natal. 

Enfeites antigos, de antigos natais, ficaram eles e algumas recordações... cheiros a rabanadas quentes e mexidos acabados de fazer.

Asas que voam

02 dezembro 2010





Uma encomenda atrasada que finalmente foi entregue, dois pares de asas que deixaram satisfeitas duas meninas, embora uma delas seja muito pequenina para se pronunciar, tive a confirmação de uma mãe satisfeita, o que me deixou a mim também!

01 dezembro 2010

Dezembro




















O primeiro granizo deste inverno veio com um frio tão gélido que se torna difícil sair de casa. Entre nós tornou-se tradição, no 1º dia de Dezembro, enfeita-se a árvore de natal. Parece que finalmente o espírito natalício chegou até mim, acho que através dos desenhos que a M fez para os postais, recortá-los fez-me entrar naquele mundo mágico, em que ela ainda vive, de personagens que vivem o natal de forma intensa e com o verdadeiro sentido, do que se espera, seja o natal... Com o pinheiro, que fomos buscar ao horto, o do ano passado está no pátio, mas como se ressentiu da mudança, não está com muito bom ar, veio um cacto para a colecção que começa a crescer, um gosto que também deve ter herdado do pai.