04 dezembro 2010

Filhoses | flocos de neve


























Com a cabeça já ocupada a pensar nos doces típicos de natal, decidi-me a experimentar uma receita de filhós ou filhoses (gosto mais de dizer filhoses) de forma, por sempre as ter achado uma das sobremesas mais bonitas que temos por cá. 

Encontrei as formas por acaso numa drogaria e desde aí, até encontrar a receita que me pareceu mais bem elaborada, com poucos ingredientes mas bons e sem levar muita gordura, como é costume nas tradicionais da Beira Baixa, foi um passo. Ou vários, não é fácil fazer estes flocos de neve em casa, de modo a saírem perfeitos, finos e estaladiços. Requer ter em atenção alguns pormenores que são os verdadeiros segredos do bom resultado. Filhoses como estas vão servir de base a uma sobremesa nova que estou a imaginar para a época de natal. 

Enfeites antigos, de antigos natais, ficaram eles e algumas recordações... cheiros a rabanadas quentes e mexidos acabados de fazer.

Asas que voam

02 dezembro 2010





Uma encomenda atrasada que finalmente foi entregue, dois pares de asas que deixaram satisfeitas duas meninas, embora uma delas seja muito pequenina para se pronunciar, tive a confirmação de uma mãe satisfeita, o que me deixou a mim também!

01 dezembro 2010

Dezembro




















O primeiro granizo deste inverno veio com um frio tão gélido que se torna difícil sair de casa. Entre nós tornou-se tradição, no 1º dia de Dezembro, enfeita-se a árvore de natal. Parece que finalmente o espírito natalício chegou até mim, acho que através dos desenhos que a M fez para os postais, recortá-los fez-me entrar naquele mundo mágico, em que ela ainda vive, de personagens que vivem o natal de forma intensa e com o verdadeiro sentido, do que se espera, seja o natal... Com o pinheiro, que fomos buscar ao horto, o do ano passado está no pátio, mas como se ressentiu da mudança, não está com muito bom ar, veio um cacto para a colecção que começa a crescer, um gosto que também deve ter herdado do pai.

29 novembro 2010

Tic Tac e tricot




































Mais um livro dos anos 50, herdado da minha mãe e da minha tia. Viagens do Tic Tac, contos de Maria de Quental e desenhos de Gabriel Ferrão. Luvas às riscas, em cores diferentes e um modelo novo para meninos, estarão disponíveis em dois tamanhos, XS e S, só para criança.
Rios

















É por dias de vento frio, mas cheios de sol, em que passeamos juntos, é pela tranquilidade que nos permite ver e descobrir um mundo com mais pormenores, é pelas memórias ligadas à infância, é pela proximidade do mar, do monte, é também por este rio, o Cávado, que troquei pelo outro, o Douro, que gostamos de viver aqui.

A mão branca

25 novembro 2010











Ofereceram-me este bolbo há uns anos e desde essa altura continuo fascinada com a estranheza desta planta, a qual ainda desconheço o nome, o que a torna ainda mais enigmática. Não tem folhas, vive adormecida, até que uma vez por ano, acorda para fazer florescer esta flor vermelha e carnuda. Mais luvas, a pensar em mim e nas pessoas a quem sei que elas agradam. Tsurus brancos, para mim, um apelo à paz... é assim que gosto de pensar, quando os vejo por aí.

22 novembro 2010

Diospyros kaki



Almanach Hachette, petite encyclopédie populaire De la Vie pratique. Com esta agenda de 1928, esperava-se que a mulher, tivesse ao seu dispor todas as ferramentas para lidar com a vida prática do dia-a-dia. Dava ensinamentos preciosos, desde receitas, como tirar medidas para confeccionar as suas próprias roupas, truques domésticos, passatempos, histórias, abordava assuntos como ciência, agricultura, moda, desporto, decoração, etc.
Depois de ter tido a casa invadida por maçãs, agora é a época dos diospiros, caseiros e deliciosos. Desde há anos que é assim nesta altura do ano, diospiros com fartura, uns anos mais do que outros. Mas de tantos que já comi, ao longo destes anos, só por umas duas vezes e agora esta semana, aconteceu encontrar-lhes sementes.

Ainda a propósito de diospiros, mostraram-me como no Brasil e noutros lugares, os
secam ao sol, tornando-se assim ainda mais doces.

19 novembro 2010

Alma cheia













Dias frios, cinzentos de chuva... Esta semana, numa noite especial e pela primeira vez este ano, acendemos a lareira, o lume tem o poder de reunir a família em torno dele. Gotas de chuva, instáveis numa folha que balança, prestes a cairem, reunidas numa torrente. Um desenho da M que me encheu a alma e o coração. Uma noite quente, depois de um dia frio e cinzento de chuva...