19 julho 2010

Ponto de contar


























Sobre os desenhos de Amadeo de Souza-Cardoso, António Torrado e Maria Alberta Menéres escreveram, Histórias em ponto de contar. Mãe e filha debruçadas sobre os desenhos por bordar e as histórias por contar.

Os olhos da filha

em ponto de cruz...
Os olhos da mãe
em ponto de sombra...
Tinha sido um dia
de muita fadiga,
tecendo, bordando
desenhos ladinos
de mil maravilhas,
por panos de linho,
por fria cambraia,
tecendo, bordando
por estopa a estalar,
pela renda estreitinha
do antigo filet.
...

18 julho 2010

As minhas flores





























Muitas vezes faço associações entre pessoas que conheço e plantas ou flores. A ligação que faço não tem relação entre o gosto das pessoas pelas flores, mas sim, pela memória que guardo delas e que, em determinado momento, estiveram presentes as flores. A minha avó materna estará para mim, e para sempre, associada às rosinhas de Sta. Teresinha, já a avó paterna, Ermelinda, lembro-me dela no meio das ervilhas de cheiro. Todos os fins de semana íamos à aldeia visitar os meus avós, a minha avó tinha um quintal, onde cultivava de tudo para consumo da casa, quando lá chegávamos e ainda vínhamos na estrada, já avistávamos o meu avô no cruzeiro em frente a casa, à nossa espera, a minha avó estava na horta, com o gato, o Mosquito, rodeada de plantas e de flores... Quando entrava em casa, a primeira coisa que eu fazia, era mudar a jarra que tinha ficado da semana passada. Não eram mesmo jarras, eram frascos, dos usados para as compotas, ou garrafas, que eu enchia com as flores colhidas no quintal. Encontrava sempre a jarra, com as flores já murchas, a minha avó deixava-a para que eu a enfeitasse, até ao fim de semana seguinte.

15 julho 2010

Dias felizes, a ler


















































Este livro, "Um dia feliz", fez-me viajar várias vezes, quando o li em criança. Punha-me no lugar daquelas duas irmãs e fazia o cruzeiro com elas rumo ao Oriente. Gostava muito deste livro, talvez pelos ambientes diferentes, pelos kimonos, pela aventura de viajar e conhecer uma cultura diferente... O autor do livro é Pearl Buck, as ilustrações são de Marcel Marlier, o mesmo da colecção dos livros da Anita. Hoje voltei aos origamis. Fiz estas caixas a pensar no projecto que, cada vez está mais perto de se realizar e inclui bolos, biscoitos, chás, doçarias e outras iguarias, que pretendo apresentar nestas pequenas caixas de papel. Encontrei as instruções da primeira, aqui. A explicação é eficaz e torna-se muito fácil, mesmo para quem não tem grande experiência, como eu, a fazer origamis. A segunda descobri-a, aqui. Tornam-se um pouco difíceis de perceber as instruções, penso que não clarificam muito bem todos os passos a dar mas, com um pouco da paciência e algumas tentativas, chega-se lá. Dobrar papel relaxa e permite-nos, enquanto isso, viajar.

14 julho 2010

Apesar do calor...


















A vontade de terminar um trabalho, a ânsia de o ver pronto, vence as tardes de calor e a preguiça que vem com ele. Procuramos lugares mais frescos, baixamos as pressianas e sabe bem sentir aquela luz.

11 julho 2010

Domingo






































Um livro da Alice Vieira, para a M juntar aos outros que já planeou ler nas férias de Verão. Ver atentamente a exposição sobre a Biodiversidade local. Brincar no rio, sentir a areia quente, apanhar flores e outras coisas pequeninas... entre as quais um caracol com cor de flor.

08 julho 2010

O gosto de juntar




































Já o meu avô paterno gostava de juntar coisas, qualquer objecto que ele considerasse ainda vir a usar, era guardado nos arrumos. A expressão que usava, chegou até mim pelo meu pai (que também herdou este fantástico, por vezes problemático, hábito), dizia então o meu avô José, que trabalhava na arte da carpintaria, "quem guarda o que não quer, terá o que precisa". Deve haver alguma sabedoria nesta afirmação, mas o que é certo, é que no meio de tanta coisa guardada à espera de um destino, existem coisas demasiadas, às vezes impossíveis de caber numa casa... Gosto de juntar, tenho colecções de tudo e mais alguma coisa, como a casa onde vivo não é um castelo, mas poderia ser, tento juntar coisas que não ocupem muito espaço. Coisas pequeninas, mas que dão azo a grandes recordações.
Diógenes é um menino que partilha o gosto de juntar com toda a sua família, as suas colecções e dos familiares contam histórias. É um livro com histórias pequeninas, para caberem num livro já ele tão cheio de colecções.

07 julho 2010









Além dos doces, os salgados. 

Também na manhã do mesmo fim de semana, pastéis ou rissóis de pescada, dependendo da zona do país onde se comem mudam-lhes o nome, aqui são rissóis. 

Gostamos de nos reunir na cozinha, é uma das partes da casa que mais gosto e onde passo muito do meu tempo, principalmente quando cozinho para os outros. E porque o "gosto dos outros" é importante, há que tentar transformar uns simples rissóis de peixe, numa coisa mais especial.

06 julho 2010

Em casa





















Foi um fim de semana em que passei bastante tempo na cozinha, para prazer meu e espero para quem prova o que eu preparo. 

Um pedido de uma sobremesa para uma festa de crianças. Nada melhor que chocolate, numas caixas de papel feitas em casa.

04 julho 2010

Fora de casa










































Foi criada uma reserva para  se proteger uma espécie de aves que, recentemente, se mudou para esta zona da Afurada. Escolheram bem os pássaros, é um bonito sítio para viverem.